sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Timbre...




Fiquei perdida entre acordes, bemóis e sustenidos, ritmos, sangue pulsando, tato ou contato, pele e saudade. Ritmos diferentes, as músicas me entram na alma, acalmam e transtornam. Ainda não consigo vencer as pestanas, e a corda chora um som descompassado. Descompasso do coração. Não me reconheço perto de ti, não sei se me gosto assim, outra face. Seguro a respiração num susto, não sou requintada suficiente, ainda muito de indomável habita em mim. Duas vozes se misturam nos meus ouvidos, graus musicais diferentes, mundos distantes. Curiosidade e afinidade. Acabo fluída como o som, água que escorre entre os dedos, percorre caminhos, eu posso ser grave, muito grave. Das seis cordas, espero aquela nota harmonica que só eu possa ouvir. Ainda sou um acorde distante. Dedos chorosos, doloridos. Expressões e impressões. Melodias me vem pelas metades, lembranças. Me contam histórias, entorpecem. Música, som, timbre, vibrações.

( a inquietação volta a habitar meu corpo...)

Um comentário:

Dona-f disse...

toca um samba e deixa teus dedos te levar pelas avenidas e pelos bares de esquina! isso me lembra que meu violão está no canto do meu quarto, com cordas frouxas e sem emitir som há um bom tempo... quando recomeçar?