Queria me perder no tempo, dentro do teu abraço morno. Esquecendo, assim, todas as minhas reticências, e só sentir e respirar esse teu cheiro bom. Porque sozinha, pergunto para Deus do porquê de tanta água interna em mim, é como se eu estivesse sempre prestes a me afogar. Eu estava acostumada somente com a minha companhia, agora finjo que ela me basta, passo o tempo procurando distrações só para que o tempo passe logo, e eu volte para aquele aconchego. Me parece um outro mundo, uma vida diferente que tenho que me acostumar, difícil, eu sempre tão arredia. Chega a doer na pele. E eu que queria ser tão prática, volto a sonhar com o amanhã, esse amanhã de possibilidades. Hoje acordei melancólica, minha praticidade se resume justamente para as coisas práticas, já o coração me é mundo completamente desconhecido, canceriana é bicho estranho, precisava nascer tão sentimental? Tudo pulsa exageradamente, furacão interno. Dualidades, sou águas mansas também, que alcança tudo, mas que não apaga essa saudade que sinto agora. Lá fora chove pingos grossos, aqui dentro cai uma garoazinha interna de leve. Pensar que você não sente nada disso...
(Menos distância...)
Um comentário:
dói né? =(
;*
Postar um comentário