sábado, 26 de abril de 2008

Pensamentos soltos (ou uma carta de reticências)


De todas as coisas que disse e das coisas que eu não te disse, sei o quanto me é importante, mesmo assim, nessa história aos pedaços, onde não há encontros, mas o que se tem é entendimento, algo que se sente, mesmo nós mesmos não conseguindo sequer explicar o que acontece. O que nos liga é mistério, talvez seja todo esse silêncio e distância, talvez seja esse desencontro... desencontros talvez sejam o que a gente entende, o que a gente mais sabe, espaços... não posso mudar uma situação, parei de pensar... algo há, algo a gente tem de parecido, de igual. Um dia, quem sabe, esse desencontro vire um reencontro.

Reencontro... histórias podem ser reescritas, talvez não com o enredo que gostaríamos, podem ser caminhos separados, e o tempo... o vento vai trazer a verdade. Não há como saber, o que eu sei é o que carrego comigo, e me reduzi a nem querer saber, a não querer cobrar verdades, elas aparecem sem que se force as trancas do outro, sei que pensas em mim, isso eu sinto, tem a escolha de como me tratar, se pensas em mim, sabe como deveria me cuidar.

Na verdade, nem eu mesma penso mais no que esperar e se eu realmente ainda espero, como vês, não sei de muita coisa. Esse não saber é porque lido com as coisas que eu sinto, e esse sentir não tem medida. Você sabe medir o quanto gosta de alguém? Essas coisas definitivamente vão sempre me ser um mistério. Claro que já sonhei com muitas coisas, mas a única coisa que realmente me assusta é o que vejo desse futuro. Sei que no que a gente acredita, é o que acontece. E quero que tudo fique bem, veja bem, tudo ficar bem não é necessariamente você comigo.

Desprendimento? Não sei se é isso, se eu fosse seguir o meu lado mais simples, somente te diria que o que eu quero é você aqui do meu lado e fim. Mas não é assim que acontece quando temos que respeitar pensamentos e sentimentos. Geralmente eu abro mão das minhas vontades para algo maior, porque eu acredito que ainda assim é o melhor a se fazer, largando as vaidades de lado, dar liberdade. Coisa de respeito... Quem olha do lado de fora, vê que se agindo assim só se perde. Não sei ainda a fundo qual é essa visão das coisas, mas é alguma coisa que me diz.

Isso tudo vira uma contradição, será que essas coisas todas verbalizadas, essas verdades ditas, realmente te libertaria, o que dissesse a mim, me libertaria? Acho que nem sempre. Mas sei que algumas coisas ditas trazem segurança, mas como... há mais silêncio, que outra coisa, e eu fico navegando nesses pensamentos que não trazem nenhuma conclusão. Talvez seja porque tudo no fundo seja possibilidades, escolhas. Eu sei qual a escolha que eu faria... mas há desencontro, somente essa história aos pedaços.


(E o que eu queria eram umas frases tuas escritas num pedaço de papel...)

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