Na minha poesia tem muita água, ventos, desencontros, silêncios, tempo... queria palavras com mais cores, com mais vibrações, talves uma outra vida, que não essa cheia de pensamentos, queria a racionalidade das outras pessoas, aprender a lidar com o que eu sinto vindo do mundo, das pessoas, de mim... Sentir demais as vezes dói, paraliza, o que se faz com tudo isso? Sempre tem uma interrogação na minha poesia, e isso cansa... queria tanto que as palavras terminassem com um sorriso, não somente esse esboço, essa promessa que não se cumpre... cansei dessas palavras sofridas, parece sempre que é assim que move as poesias mais vicerais, marcantes, profundas, aquele quase suicídio do poeta em palavras que te fazem prender a respiração... eu não tenho talento algum, apenas essa necessitade de tentar expressar o que se passa dentro... isso tudo é uma incognita que tento descobrir... talves seja somente o momento, talves... mas... só volto a poesia quando ela for inteiramente outra, com sorrisos, sóis e abraços apertados. Agora, largo a caneta...
(E uma florzinha foi para o céu... aqui fica a minha homenagem)
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