
Queria ser menos ansiosa, não gosto desse aperto no peito, o estômago dói. Fico tateando cores para me agarrar, procuro poemas, mas tudo acaba cinza, chuvoso. Antecipo conversas, talvez apenas uma premonição.
E a minha garganta ali, ressequida, cheia de silêncios. A coragem escorreu pelos dedos e o que resta é somente esse medo meio indefinido. É como se toda essa conquista, esse aconchego não passasse de uma ilusão de olhos infantis que ainda não sabem separar o verdadeiro do falso, o certo do errado.
E eu ia deixando o vento me levar até o ponto em que essa espontaneidade se esgotaria. Tudo isso porque o mundo, afinal, segue regras e uma história bonita só pode realmente existir em livros, saídos da imaginação de alguém, e isso não é real. Querem que eu acredite nisso. Tenho perdido o controle a cada segundo que a areia escorre pela ampulheta, o tempo pode ser cruel as vezes.
Essa realidade mecânica em toda a minha volta é tão fria e sem vibração que não consigo mais enxergar definições, só sombras espreitando, palavras vãs em folhas de papel a espera de assinaturas de autorização. Não gosto de dias assim, quando eu perco o controle da minha poesia interna, aquilo que faz eu conseguir respirar todas as manhãs. Mas sempre aparece alguém para te dar um chaqualhão e acabar com a brincadeira, como se isso fosse realmente preciso, pessoas que perderam o brilho, que desacreditaram. E te querem igual.
Te oferecem migalhas, e o todo, o inteiro acaba virando um sonho que poucos conseguem alcançar. Vozes internas e conflitantes começam a gritar por dentro, num esgotar de proporções gigantescas, uma perdição total. E o lábio lembra de balbuciar uma prece meio desesperada, tentando alcançar um pouco de sanidade, de luz, de calar todas as vozes. E os olhos reforçam o pedido, escorrendo em águas salgadas.
Tudo isso cansa, porque essa sensação de que o bom não pode ser merecido e que aquela felicidade não passa de uma fugadez, um engano, soa tão triste. Essa melancolia que ressurge sem ser convidada e entristece tudo, carregada de sensações tão sem nobreza e tão sem calor acabam se resumindo nessa ansiedade e nesse medo de tentar adivinhar o futuro, e enxergar ele de uma maneira diferente do que eu realmente gostaria, existem tantas possibilidades, e nem todas são bonitas. Hoje não há poesia e nem cores.
E a minha garganta ali, ressequida, cheia de silêncios. A coragem escorreu pelos dedos e o que resta é somente esse medo meio indefinido. É como se toda essa conquista, esse aconchego não passasse de uma ilusão de olhos infantis que ainda não sabem separar o verdadeiro do falso, o certo do errado.
E eu ia deixando o vento me levar até o ponto em que essa espontaneidade se esgotaria. Tudo isso porque o mundo, afinal, segue regras e uma história bonita só pode realmente existir em livros, saídos da imaginação de alguém, e isso não é real. Querem que eu acredite nisso. Tenho perdido o controle a cada segundo que a areia escorre pela ampulheta, o tempo pode ser cruel as vezes.
Essa realidade mecânica em toda a minha volta é tão fria e sem vibração que não consigo mais enxergar definições, só sombras espreitando, palavras vãs em folhas de papel a espera de assinaturas de autorização. Não gosto de dias assim, quando eu perco o controle da minha poesia interna, aquilo que faz eu conseguir respirar todas as manhãs. Mas sempre aparece alguém para te dar um chaqualhão e acabar com a brincadeira, como se isso fosse realmente preciso, pessoas que perderam o brilho, que desacreditaram. E te querem igual.
Te oferecem migalhas, e o todo, o inteiro acaba virando um sonho que poucos conseguem alcançar. Vozes internas e conflitantes começam a gritar por dentro, num esgotar de proporções gigantescas, uma perdição total. E o lábio lembra de balbuciar uma prece meio desesperada, tentando alcançar um pouco de sanidade, de luz, de calar todas as vozes. E os olhos reforçam o pedido, escorrendo em águas salgadas.
Tudo isso cansa, porque essa sensação de que o bom não pode ser merecido e que aquela felicidade não passa de uma fugadez, um engano, soa tão triste. Essa melancolia que ressurge sem ser convidada e entristece tudo, carregada de sensações tão sem nobreza e tão sem calor acabam se resumindo nessa ansiedade e nesse medo de tentar adivinhar o futuro, e enxergar ele de uma maneira diferente do que eu realmente gostaria, existem tantas possibilidades, e nem todas são bonitas. Hoje não há poesia e nem cores.
Um comentário:
Eu entendo tanto o seu texto....na verdade, eu o sinto. E percebo que nos demos as mãos nessa Dança do Universo.
Siga em frente! Por mais que caminhar de mãos vazias em direção ao desconhecido pareça assustador, ainda assim, é a melhor escolha, eu acho.
Um beijo.
Postar um comentário