sexta-feira, 17 de abril de 2009

Distância


Tenho aprendido sobre a distância, e com ela, sobre a espera. Logo eu que sempre fui um ser itinerante, nômade, uma cigana. Antes, era eu quem partia e deixava meu "até breve" só para não dizer "adeus".

Agora, sou eu quem fica para trás, na espera. Agora, não sou eu quem se vai. Estou do outro lado, porque eu fico e essa saudade que se sente é diferente, a saudade da espera sem fim, mesmo quando se tem hora para acabar, parece que o tempo não passa.

Porque a distância acontece e desta vez não estou num mundo novo, desbravando o desconhecido, eu fiquei no meu dia-a-dia, de braços vazios, suspense de emoções. Vou tentando me distrair, tentativas vãs porque a noite vem e sonho toda a minha saudade do que não está aqui.

Você me faz falta...

Um comentário:

Unknown disse...

Olha passei pelo seu blog e fiquei admirada pela sua sensibilidade e sua forma ímpar de lidar com as palavras. Parabéns mesmo!