quinta-feira, 30 de julho de 2009

Meu sol particular

foto: Shabbir Ferdous
Eu sou complexa, não confunda com ser confusa. Eu não o sou, sei o que quero e o que não quero (na maioria das vezes), mesmo que você ache que isso soe infantil. O que é infantilidade afinal? Para criança é sim ou não, preto no branco, gosto ou não gosto, amarelo ou verde, não é isso? Elas são simples. Então, eu também sou simples, sou simples nas coisas que quero, sonho, desejo, mas sou complexa no que penso. É bem isso, meu pensamento demora, vai tomando forma aos pouquinhos, para não deixar escapar as possibilidades possíveis. Tem como ser complexa e simples? Tem sim, eu sou assim. Você precisa me entender, eu enxergo muito além, não gostaria de continuar do lado de fora, porque eu vislumbro o que seria do lado de dentro. Eu quero seguir em frente, crescendo, somando, agregando. Não vou separar as coisas como se elas fossem distintas e isoladas, porque elas não são. Se fossem, seriam somente coisas imperfeitas, inacabadas, migalhas do que poderiam ser, sem riqueza alguma. É possível que você entenda isso? Não quero mais vislumbres, quero arrombar trancas e fechaduras e entrar com todo o meu sol aí dentro. Porque eu tenho um sol bem guardadinho num lugar secreto, isso pode se chamar de luz também, como queira, você pode escolher a palavra que mais te agrade. Me diga uma coisa, você pode tentar entender tudo isso e me dar uma resposta?Eu preciso mostrar todo o meu horizonte.

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